Quilombos - Addison
Quilombos são comunidades formadas pelo objetivo de formar agrupamentos seguros de escravos fugidos apesar dos esforços colonizadores. Estas pessoas fugidas, quilombolas, podem constituir grupos menores (mocambos) ou maiores (quilombos). Estes grupos podem ser constituídos por negros antigamente escravidados, mas tambem indios ou brancos.
Os portugueses chegaram no início do século XVI, e o primeiro descobrimento de um quilombo aconteceu apenas sete décadas depois. No século XVII, um quilombo se definia como um grupo de duas ou mais pessoas fugidas. No século XVIII, o conselho ultramarino mandava que um grupo de cinco ou mais pessoas fugidas poderia se chamar um quilombo. Uma parte da gastronomia moderna do Brasil se funda na colheita dos quilombos, com produtos como farinha de mandioca. Hoje em dia, há um grande debate sobre as implicações éticas da cultivação de produtos como o cacau, que podem infringir na terra dos indígenas. Apesar da constituição de 1988 que promete a proteção dessas terras, ainda tem transgressões e por isso muitos debates e protestos. Entretanto, ainda existem comunidades como a Kaonge em Salvador que ainda preservam sua cultura, e a Kaonge tem sua própria moeda, Sururu.
O quilombo mais grande e bem conhecido foi Os Palmares, que viveram numa área quase intocável e por isso não foram vencidos por muito tempo. As quilombolas existiam por quase cem anos até que foram atacadas pelos bandeirantes. O dia do assassinato do seu lider Zumbi, o 20 de Novembro, é reconhecido hoje em dia como o dia de Consciencia Negra.
O trabalho de comunidades como a Kaonge é muito importante hoje em dia porque servem o propósito de ensinar o público sobre as práticas agrícolas e financeiras delas. O estabelecimento dos quilombos como fontes impermeáveis de educação e turismo é uma forte proteção para eles.
Comentários
Postar um comentário